23/08/2006 -
Ameaça de greve não afeta empresas da Baixada
Da Reportagem
A greve anunciada para amanhã pela Federação Estadual dos Metalúrgicos não afetará as empresas da Baixada Santista. Segundo o presidente em exercício do sindicato da categoria na região, Florêncio Resende de Sá, as negociações na região não são feitas em conjunto com a federação, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A ameaça de paralisação inclui apenas o trabalhadores do Estado de São Paulo que formam o chamado Grupo 9 dos metalúrgicos, pertencentes a firmas de máquinas, bens de capital e eletroeletrônicos. São aproximadamente 65 mil pessoas.
Segundo Resende, fazem parte deste grupo na Baixada os funcionários das empresas Engebasa, Painco, Vaispasa e Brastubo, todas instaladas em Cubatão, além de algumas pequenas empresas. No total, trabalham nas firmas cerca de mil metalúrgicos.
O problema da federação é que o acordo que eles fecham não condiz com as nocssas reivindicações. Temos conseguido aumentos melhores, justifica o presidente.
Conforme Resende, as empresas do setor na região ofereceram 3,5% de reajuste mais um abono de 15% do salário, mas o sindicato briga por 5,8%, em vez do abono. É o mesmo índice que conseguimos com a Cosipa, comenta.
Encontro
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reúne hoje com representantes dos metalúrgicos para tentar evitar a greve marcada para amanhã.
A reivindicação da categoria é por 2% de aumento real. As empresas oferecem 1,4%. Se a proposta não melhorar, a greve começa quarta-feira (amanhã), avisa Adi dos Santos, presidente da entidade.
Fonte: A Tribuna
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